Mural de Greta Thunberg em São Francisco

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Um mural da activista climática Greta Thunberg do tamanho de quatro andares será inaugurado na próxima semana em São Francisco. Contudo, muitas pessoas já consideram inquietante esta obra, descrevendo-a como algo digno de um filme distópico de ficção científica.

O mural retracta o rosto da estrela mediática de 16 anos a observar os transeuntes da Union Square em São Francisco, com a tensa expressão que lhe é característica.

O artista argentino Andreas Iglesias, que está a dar os retoques finais na sua obra massiva, afirma que o seu objectivo é despertar a atenção para as questões climáticas.

“Quero que as pessoas compreendam que podem fazer algo pelo mundo. Caso contrário, será o início da nossa extinção”, revelou à KPIX o muralista que também é conhecido pelo nome artístico de Cobre.

O projecto é patrocinado pela One Atmosphere, uma associação ambiental sem fins lucrativos que providenciou a tinta para o mural. O seu director executivo, Paul Scott, revelou que esperava que as pessoas ficassem “avassaladas” pela visão e “abrissem as suas mentes à notável convicção” das palavras da adolescente.

Embora o enorme mural seja uma visão que garantidamente irá fazer com que as cabeças se ergam, o conceito tem confundido muitas pessoas, algumas apodando-o inclusivamente de perturbador.

“Nunca queremos que nos olhem assim”, escreveu um comentador, enquanto que outro dizia: “aposto que o preço dos prédios caiu a pique aqui à volta. Isto é assustador.”

Outros repudiam a premissa por trás da obra, argumentando que o mural nada irá fazer para resolver os problemas que assolam a cidade há anos, como a crise dos sem-abrigo e as ruas repletas de lixo.

Alguns traçam um paralelo entre o modo como Thunberg hoje em dia é adorada no “mundo livre” com a propaganda que retractava o presidente Mao, mais em linha com os romances distópicos de George Orwell do que com a América moderna.

“Há algo nesta rapariga que me dá calafrios… este mural e aqueles olhos parecem directamente saídos dum filme distópico de ficção científica”, escreveu alguém nos comentários à peça da SFist.

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