Académico abate e desmembra jovem amante

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Os investigadores russos tornaram públicas as imagens de um distinto académico da era napoleónica a atirar para o rio um invólucro supostamente contendo os braços desmembrados da sua namorada bem como um vídeo do seu apartamento repleto de curiosidades.

Oleg Sokolov, 63 anos, professor da Universidade de S. Petersburgo e recipiente da Legião de Honra, confessou ter assassinado a sua aluna tornada amante durante o fim-de-semana, depois da polícia o ter detido com um invólucro que continha partes do corpo desta e uma arma não-letal. Foi retirado das águas geladas do rio Neva na zona histórica de S. Petersburgo.

As imagens CCTV divulgadas segunda-feira captam o momento em que um homem que os investigadores crêem ser Sokolov atira sacos de plástico por cima da vedação de ferro forjado ao longo da margem do rio. Posteriormente caiu ou saltou para a água.

Tal decorreu nas proximidades do seu apartamento repleto de armas, revólveres, bandeiras, quadros, esculturas, medalhas e uma armadura completa de cavaleiro medieval, como revela outro vídeo divulgado pela polícia.

As imagens do Comité de Investigação mostram uma espingarda com os canos serrados, que se crê ter sido utilizada por Sokolov para assassinar a sua amante, Anastasia Yeshchenko, estudante de uma pós-graduação na Universidade de S. Petersburgo. A arma tratava-se de uma espingarda soviética, decorada de modo a assemelhar-se a uma pistola do século XIX.

Sokolov e Yeshchenko partilhavam uma paixão pela História da França e da guerra de 1812 com a Rússia, e tinham colaborado em vários projectos. À medida que a sua relação progrediu ao longo de três anos, a esposa deste deixou-o e a jovem mudou-se para sua casa, de acordo com a comunicação social russa. Eram frequentemente vistos em público, dançando juntos em bailes de época.

Contudo, na quinta-feira da semana passada tiveram uma discussão devido a ciúmes e supõe-se que Sokolov tenha assassinado Yeshchenko. Em tribunal o professor insistiu que a jovem o atacou primeiro, furiosa por este ir passar o fim-de-semana com os filhos do seu anterior casamento. Depois desmembrou o corpo e começou a atirar partes deste ao rio, enquanto bebia. A polícia ainda não conseguiu encontrar todas as partes do cadáver de Yeshchenko.

No decorrer do interrogatório, o académico afirmou que após o sucedido quis cometer suicídio em público, vestido com um uniforme da era napoleónica com dragonas douradas. O uniforme foi encontrado no seu apartamento, juntamente com outras relíquias da era.

O fascínio pelos tempos napoleónicos – era comum Sokolov vestir o seu uniforme em vários eventos de reconstituição histórica bem como conferências – não eram a única excentricidade do professor. Era conhecido por discutir com os seus rivais científicos e até por expulsar das suas aulas os estudantes que questionavam das suas teorias.

Contudo, não só era um professor distinto como era também um dos mais prestigiados das universidades russas, ao ponto dos seus estudos sobre a era napoleónica terem feito com que lhe fosse atribuída a Legião de Honra, a mais alta ordem honorífica de França.

Segunda-feira, o juiz deliberou que o professor fosse detido preventivamente durante dois meses, enquanto decorre a investigação de homicídio. A defesa planeia apelar da decisão, alegando que “um homem com graus académicos não deve ser mantido na mesma cela que criminosos empedernidos.”

© RT.com
Imagem de Oleg Sokolov a participar em uma reconstituição histórica da Batalha de Borodino © Sputnik / Kirill Kallinikov